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segunda-feira, 27 de maio de 2013

QUANTO VOCÊ VALE?




Em um pequeno vilarejo vivia um velho professor, que de tão sábio, era sempre consultado pelas pessoas da região.

Uma manhã, um rapaz que fora seu aluno, vai até a casa desse sábio homem para conversar,desabafar e aconselhar-se.

- Venho aqui, professor, porque sinto-me tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?

O professor sem olhá-lo, disse:

- Sinto muito meu jovem, mas não posso ajudar-te. Devo primeiro resolver meu próprio problema. Talvez depois.

E fazendo uma pausa falou:

- Se você ajudasse-me, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois, talvez, possa ajudar-te.

- C... Claro, professor, gaguejou o jovem, mas sentiu-se outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu antigo professor.

O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno , deu ao rapaz, e disse:

- Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo valor possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.

O jovem pegou o anel e partiu.

Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores.

Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel.

Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.

Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.

Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou.

O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, livrando assim seu professor das preocupações. Dessa forma ele poderia receber a ajuda e conselhos que tanto precisava.

Entrou na casa e disse:

- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.

- Importante o que disse, meu jovem... contestou sorridente. Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel?

Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dará por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda... Volte aqui com meu anel. O jovem foi até o joalheiro e deu-lhe o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o mesmo, e disse:

- Diga ao seu professor, que se ele quiser vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.

- 58 MOEDAS DE OURO!!! - exclamou o jovem.

- Sim, replicou o joalheiro. Eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente... O jovem correu emocionado à casa do professor para contar o que ocorreu.

- Sente-se - disse o professor.

Depois de ouvir tudo o que o jovem contou-lhe, falou:

- Você é como este anel, uma jóia valiosa e única, e que só pode ser avaliada por um "expert". Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor? E, dizendo isto, voltou a colocar o anel no dedo.

- Todos somos como esta jóia: valiosos e únicos, e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem. Você deve acreditar em si mesmo. Sempre!



N'Ele, em quem EU SOU!
Eugênio Christi
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segunda-feira, 6 de maio de 2013

NÃO EXISTEM ATEUS COMPLETOS

De maneira alguma este post tem o intuito de recriminar pessoas ou afrontar suas determinações de vida. Tenho amigos que são ateus e nem por isto deixam de serem pessoas idôneas na sociedade. O que pretendo com este post é simplesmente tecer algumas reflexões sobre o assunto.
Antes de qualquer coisa exponho que neste assunto podem-se ter três posturas viáveis: a do Teísmo, do Deísmo e do Ateísmo.
Para o Teísmo o que vale é o Deus da Revelação. Alguém teve uma experiência com alguma divindade e expõe esta experiência para os demais seguirem. Este Deus interfere no Universo e na vida das criaturas.
Para o Deísmo, Deus criou as leis universais e a partir delas o universo e todas as coisas são feitas e seguem seu curso normal. É o Deus de alguns Cientistas e dos Filósofos. Este Deus não interfere no Universo e muito menos na vida de suas criaturas. Tudo segue as Leis determinantes. O primeiro a falar deste tipo de Deus foi Aristóteles, que O considerava o primeiro motor, que deu o impulso inicial a tudo. Newton e Einstein também pensavam de forma Deísta.
E por fim temos o Ateísmo, declarando que não existe Deus algum e que tudo é fruto de Evolução.
Já encontrei muitos ateus, quer dizer, pessoas que se consideram ateias.
Por que digo isto? É que depois de alguns momentos de conversa com alguns ateus, percebi que na verdade o que fizeram foi trocar Deus por qualquer outra coisa: ciência, dinheiro, caos, etc. e tal.
Outro detalhe: muitas pessoas que se consideram ateias, na verdade são apenas anticlericais, são contrárias às igrejas, pois perceberam que estas instituições religiosas em sua maioria são um engodo ou empresas disfarçadas para o enriquecimento de seus líderes. Ou seja, acabam por confundirem Deus com o que as pessoas fizerem dele.
Outra coisa: eu acho estranho que existam grupos de ateus que combatem o que consideram não existir. Isto é, grupos de ateus tentando provar para os crentes que Deus não existe.
Ora, eu não saio por aí combatendo quem acredita no Saci Pererê, por que eu SEI que não existe o Saci Pererê. Só iria combater as pessoas que nele acreditassem se em mim houvesse a possiblidade de sua existência.
O verdadeiro ateu seria aquele que como David Hume, o empirista, ao ser perguntado se acredita em Deus diria: "do que você está falando? Eu não sei do que você está falando". Para o empirista só existe o que é visível e paupável.
Assim sendo, considero os que se acham ateus como apenas AGNÓSTICOS. A palavra deriva do termo grego “agnostos” que significa “desconhecido", "não cognoscível”. Ou seja, agnóstico é aquele que considera os fenômenos sobrenaturais (como Deus, por exemplo) inacessíveis à compreensão humana. Ele não crê e nem descrê; simplesmente fica indiferente a isto por considerar o assunto inacessível ao nível humano. Eu diria que muitos que são ateus na verdade são Deístas, no sentido explicado acima.
Quanto a mim, há muito abandonei aquela ideia de um Deus personificado, como sendo um velho de cabelos brancos sentado numa nuvem no céu, determinando o que os seres devem ou não devem fazer. Minha concepção de Deus tem muito a ver com a Metafísica, esta disciplina filosófica tão negligenciada nos dias de hoje. Neste sentido Deus é o SER, o único que existe e que se manifesta como coisas existentes. Existir vem do latim Ex (para fora) + Sistere (ser), isto é, existir é ser para fora. O SER, a fonte de tudo que há, é o único que é, é o SER de todas as coisas, das coisas que EXISTEM (que manifestam este SER para fora de si mesmo).
Já estou escrevendo um novo livro sobre este assunto e eu sei que irei chocar muita gente.
Uma coisa é certa: não podemos dizer que não exista um princípio inteligente por trás de tudo. Jogue um monte de tijolos para cima e espere cair uma casa pronta. Nem mesmo o maior matemático do mundo pode calcular esta probabilidade.
Para ilustrar isto vou narrar uma anedota que li num texto muçulmano.
Uma vez um sábio muçulmano foi chamado para debater com um grupo de ateus. Esses ateus queriam refutar a existência de Deus, perante esse muçulmano, então o convidaram para seu país. A viajem para lá necessitava que ele tomasse um navio o que demorava um pouco para chegar.
Os ateus então esperaram um dia inteiro e o muçulmano não chegou. No dia seguinte esperaram impacientes e apenas no cair da tarde o navio que trouxe o muçulmano chegou. Os ateus estavam bem chateados e o muçulmano se desculpou e fez questão de explicar:
"Quero pedir desculpas, mas, ontem, o navio que me traria aqui teve sérios problemas e não pôde desatracar e eu fiquei sem transporte. Mas quando eu já estava sem esperança, caminhando no bosque, vi que árvores saíram do solo, sozinhas, e se cortaram em taboas e flutuando foram formando um barco. Pregos apareceram do nada e prenderam as taboas e fios apareceram do nada, se trançaram e produziram essa vela. E, esse navio que se fez sozinho, me trouxe aqui."
Os ateus se entreolharam lentamente, se esforçando para manter a formalidade e o respeito, porém, em uma explosão que não puderam controlar, caíram em uma espontânea gargalhada a ponto de perderem o fôlego.
Eles questionaram o muçulmano: "Nos desculpe, mas nós o chamamos aqui para um diálogo sério, racional, e você nos vem com esse absurdo de barco que se fez a partir do nada. Nos perdoe, mas perdemos todo o respeito por você."
O muçulmano então respondeu: "Mas vocês não me chamaram aqui justamente para me convencer de que todo o universo se fez a partir do nada"?
N'Ele, em quem EU SOU!
Eugênio Christi
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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Limpe seus rins - menos de 1,00

Os anos passam e nossos rins vão filtrando nosso sangue para remover o sal e outros intoxicantes que entram no organismo.
Com o tempo, o sal se acumula e precisamos de uma limpeza. Como fazer isso?
De um modo simples e barato: Pegue um maço de salsa e lave bem. Corte bem picadinho e ponha em uma vasilha com água limpa. Ferva por 10 minutos e deixe esfriar. Coe, ponha em uma jarra com tampa e guarde na geladeira. Beba um copo todos os dias, e você vai perceber que o sal e outros venenos acumulados nos rins saem na urina.
Você vai notar a diferença!
Há muitos anos a salsa é reconhecida como o melhor tratamento de limpeza dos rins. E é um remédio natural!
A salsa é uma das ervas com propriedades terapêuticas menos reconhecidas. Ela contém mais vitamina C do que qualquer outro vegetal da nossa culinária (166 mg por 100g). Isso é três vezes mais que a laranja.
A salsa contém também ferro (5.5mg /100g), magnésio (2.7mg / 100g), cálcio (245 mg / 100g) e potássio (1 mg / 100g) ... Sendo recomendada para pedra nos rins, reumatismo e cólica menstrual.
Sua alta concentração de vitamina C ajuda na absorção de ferro.
O suco de salsa, sendo uma bebida natural, pode ser tomado misturado com outros sucos, 3 vezes ao dia.
As folhas podem ser mantidas no congelador, e seu uso é recomendo na culinária diária, pois além de saudáveis, dão ótimo sabor a qualquer receita.

N'Ele, em quem EU SOU!
Eugênio Christi
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segunda-feira, 4 de março de 2013

O Normal Ridículo


É considerado normal…

by Paulo Coelho on January 7, 2009

1] qualquer coisa que nos faça esquecer nossa verdadeira identidade e nossos sonhos, e nos faça apenas trabalhar para produzir e reproduzir.

2] ter regras para uma guerra (Convenção de Genebra).

3] gastar anos fazendo uma universidade, para depois não conseguir trabalho.

4] trabalhar de nove da manhã as cinco da tarde em algo que não dá o menor prazer, desde que em 30 anos a pessoa consiga aposentar-se.

5] Aposentar-se, descobrir que já não tem mais energia para desfrutar a vida, e morrer em poucos anos, de tédio.

6] Uso de botox.

7] Procurar ser bem-sucedido financeiramente, ao invés de buscar a felicidade.

8] Ridicularizar quem busca a felicidade ao invés do dinheiro, chamando-o de “pessoa sem ambição”.

9] Comparar objetos como carros, casas, roupas, e definir a vida em função destas comparações, ao invés de tentar realmente saber a verdadeira razão de estar vivo.

10] Não conversar com estranhos. Falar mal do vizinho.

11] Sempre achar que os pais estão certos.

12] Casar, ter filhos, continuar juntos mesmo que o amor tenha acabado, alegando que é para o bem da criança (que parece não estar assistindo as constantes brigas).

12ª] Criticar todo mundo que tenta ser diferente.

14] Acordar com um despertador histérico ao lado da cama.

15] Acreditar em absolutamente tudo que está impresso.

16] Usar um pedaço de pano colorido amarrado no pescoço, sem qualquer função aparente, mas que atende pelo pomposo nome de “gravata”.

17] Nunca ser direto nas perguntas, mesmo que a outra pessoa entenda o que se está querendo saber.

18] Manter um sorriso nos lábios quando se está morrendo de vontade de chorar. E ter piedade de todos os que demonstram seus próprios sentimentos.

19] Achar que arte vale uma fortuna, ou que não vale absolutamente nada.

20] Sempre desprezar aquilo que foi conseguido com facilidade, porque não houve o “sacrifício necessário”, e, portanto não deve ter as qualidades requeridas.

21] Seguir a moda, mesmo que tudo pareça ridículo e desconfortável.

22] Estar convencido que toda pessoa famosa tem toneladas de dinheiro acumulado.

23] Investir muito na beleza exterior, e se preocupar pouco com a beleza interior.

24] Usar todos os meios possíveis para mostrar que, embora seja uma pessoa normal, está infinitamente acima dos outros seres humanos.

25] Em um meio de transporte público, jamais olhar diretamente nos olhos de uma pessoa, caso contrário isso pode ser interpretado como um sinal de sedução.

26] Quando entrar no elevador, manter o corpo voltado para a porta de saída, e fingir que é a única pessoa lá dentro, por mais lotado que esteja.

27] Jamais rir alto em um restaurante, por melhor que seja a história.

28] No hemisfério norte, usar sempre a roupa combinando com a estação do ano; braços de fora na primavera (por mais frio que esteja) e casaco de lã no outono (por mais quente que esteja).

29] No hemisfério sul, encher a árvore de natal de algodão, mesmo que o inverno nada tenha a ver com o nascimento de Cristo.

30] À medida que for ficando mais velho, achar-se dono de toda a sabedoria do mundo, embora nem sempre tenha vivido o suficiente para saber o que está errado.

31] Ir a um chá de caridade e achar que com isso já colaborou o suficiente para acabar com as desigualdades sociais do mundo.

32] Comer três vezes por dia, mesmo sem fome.

33] Acreditar que os outros sempre são melhores em tudo: são mais bonitos, mais capazes, mais ricos, mais inteligentes. É muito arriscado aventurar-se além dos próprios limites, melhor não fazer nada.

34] Usar o carro como uma maneira de sentir-se poderoso e dominar o mundo.

35] Dizer impropérios no trânsito.

36] Achar que tudo que seu filho faz de errado é culpa das companhias que ele escolheu.

37] Casar-se com a primeira pessoa que lhe oferecer uma posição social. O amor pode esperar.

38] Dizer sempre “eu tentei”, mesmo que não tenha tentado absolutamente nada.

39] Deixar para viver as coisas mais interessantes da vida quando já não tiver mais forças para tal.

40] Evitar a depressão com doses diárias e maciças de programas de TV.

41] Acreditar que é possível estar seguro de tudo que conquistou.

42] Achar que mulheres não gostam de futebol, e que homens não gostam de decoração.

43] Culpar o governo por tudo de ruim que acontece.

44] Estar convencido de que ser uma pessoa boa, decente, respeitosa significa que os outros vão pensar que é fraca, vulnerável, e facilmente manipulável.

45] Estar igualmente convencido que a agressividade e a descortesia no trato com os outros é que são sinônimos de uma personalidade poderosa.

46] Ter medo de fibroscopia (homens) e parto (mulheres).

47] Finalmente: achar que a sua religião é a única dona da verdade absoluta, a mais importante, a melhor, e que todos os outros seres humanos neste imenso planeta que acreditam em qualquer outra manifestação de Deus estão condenados ao fogo do inferno. 

N'Ele, em quem EU SOU!
Eugênio Christi
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Quem Compartilhará da Punição?

Muitas vezes é fácil compartilharmos do sucesso de nossos amigos e familiares. Contudo, quando o assunto é compartilhar do sacrifício ou consequências dos erros cometidos para nosso benefício, a coisa muda de figura.
Antes de tudo, alguns eslcarecimentos para boa compreensão deste texto: a palavra “pecado“, no seu sentido original, vem do latim pecus, que significa "caminhar errado" ou "errar o alvo". A punição aqui não se entende por castigo divino, mas o resultado da Lei de Causa e Efeito.
 
Diz a lenda…
Uma pessoa iluminada estava passando, e Valmiki, um assassino, um homem que vivia de roubos, assaltou aquele iluminado. O iluminado perguntou: “O que você vai fazer?”.
Valmiki respondeu: “Vou roubar de você tudo o que você tem”.
O iluminado disse: “Se você puder fazer isso, ficarei feliz, porque tenho algo muito interno. Roube-o, você é bem-vindo!”.
Valmiki não pôde compreender aquilo, mas disse: “Estou interessado apenas em coisas exteriores”.
O iluminado disse: “Mas elas não ajudarão muito. E por que você está fazendo isso?”.
Valmiki respondeu: “Por causa da minha família, pela minha família! Minha mãe, minha mulher, meus filhos… – eles morrerão de fome se eu não fizer isso. E eu só conheço esta arte”.
Assim, o iluminado disse: “Amarre-me numa árvore de modo que eu não possa escapar; e volte e diga à sua mãe e à sua esposa e aos seus filhos, que você está cometendo pecado por eles. Pergunte-lhes se estarão prontos para compartilhar da punição. Quando você estiver diante de Deus, quando chegar o último julgamento, estarão eles prontos para compartilhar da punição?“.
Pela primeira vez, Valmiki começou a pensar. Ele disse: “É, você pode estar certo. Eu vou perguntar a eles”.
Ele voltou para casa, perguntou à sua mulher e ela respondeu: “Por que eu deveria compartilhar da punição? Eu não fiz nada. Se você faz qualquer coisa, a responsabilidade é sua“.
E sua mãe disse: “Por que eu deveria compartilhar isso? Sou sua mãe, é seu dever me alimentar. Eu não sei como você faz para trazer pão, isso é responsabilidade sua”.
Ninguém estava pronto para compartilhar a punição. E Valmiki foi convertido. Ele voltou, caiu aos pés do iluminado e disse: “Agora, dê-me o interno, não estou interessado no externo. Agora, deixe-me ser o ladrão do interno, porque compreendi que estou sozinho e o que quer que eu faça, é de minha responsabilidade, ninguém vai compartilhá-lo. Nasci sozinho, morrerei sozinho e, o que quer que eu faça é minha responsabilidade individual, pessoal, – ninguém irá compartilhá-lo. Assim agora, tenho de olhar para dentro e descobrir quem eu sou. Acabou! Acabei com todo esse negócio!”.
 
* Valmiki é um lendário sábio hindu (maharishi) tradicionalmente considerado o autor do épico Ramayana, baseado na atribuição no texto do próprio épico.

N'Ele, em quem EU SOU!
Eugênio Christi
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domingo, 1 de julho de 2012

A GRATIDÃO SIGNIFICATIVA

O PINTOR E O BARCO
Um homem foi chamado à praia para pintar um barco. Trouxe com ele tinta e pincéis, e começou a pintar o barco de um vermelho brilhante, como fora contratado para fazer.
Enquanto pintava, viu que a tinta estava passando pelo fundo do barco. Percebeu que havia um vazamento e decidiu consertá-lo. Quando terminou a pintura, recebeu seu dinheiro e se foi.
No dia seguinte, o proprietário do barco procurou o pintor e presenteou-o com um belo cheque. O pintor ficou surpreso: O senhor já me pagou pela pintura do barco! - disse ele.

Mas isto não é pelo trabalho de pintura. É por ter consertado o vazamento do barco. Ah!, mas foi um serviço tão pequeno.
Certamente, não está me pagando uma quantia tão alta por algo tão insignificante!
Meu caro amigo, você não compreende. Deixe-me contar-lhe o que aconteceu. Quando pedi a você que pintasse o barco, esqueci de mencionar o vazamento. Quando o barco secou, meus filhos o pegaram e saíram para uma pescaria. Eu não estava em casa naquele momento. Quando voltei e notei que haviam saído com o barco, fiquei desesperado, pois lembrei-me que o barco tinha um furo.
Imagine meu alívio e alegria quando os vi retornando sãos e salvos. Então, examinei o barco e constatei que você o havia consertado! Percebe, agora, o que fez? Salvou a vida de meus filhos! Não tenho dinheiro suficiente para pagar a sua "pequena" boa ação.

MINHA REFLEXÃO: Duas lições podemos aprender deste belo texto.

1 - Fazer as coisas com Amor e Dedicação, mesmo além do que nos foi solicitado, principalmente quando envolve segurança de outras pessoas.

2 - Saber reconhecer e agradecer o bem que qualquer pessoa nos tenha feito. No Universo de nosso Criador isto é levado muito em conta.
 
Foto Página Inicial

 
 
Recepção




Acolhida

 
Diálogo com os Noivos

 
 
Bênção das Alianças

 
Carinho dos Noivos

 
Eu Lendo


Rito da Partilha do Vinho


Rito da Coroação

 
Rito das Areias

 


 


 
Capa do Livro
 
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quinta-feira, 5 de abril de 2012

MEU SERMÃO DE PÁSCOA

Para fazermos uma reflexão condizente com o momento da Páscoa, primeiro devemos tomá-la no verdadeiro sentido da palavra e não somente no de festas e chocolates, como comumente se considera hoje em dia. Segundo, convém ler o Evangelho de João, 20,19 -22.
Neste belo texto iremos encontrar Jesus visitando seus Apóstolos e Amigos mais chegados após sua Ressurreição.
Uma coisa nos chama muita atenção neste texto e que passa despercebida para a maioria das pessoas; eu penso ser o que mais interessa nele que é a saudação do Mestre: “A PAZ ESTEJA CONVOSCO”.
E esta Paz, Ele diz, não é a mesma que o mundo fornece. É uma Paz diferente, que nos faz diferentes, que nos tranquiliza interiormente.
Mas para recebermos esta Paz mister se faz uma postura diferente diante daquele que nos redimiu de nossa situação pecadora.
Pecados todos nós temos. “Todos pecaram e estão privados da Glória de Deus!”, diz a Bíblia. Mas Evangelho em grego significa Boa Nova.
E qual é a Boa Nova?
Que pela morte e Ressurreição de Jesus, o Cristo, fomos redimidos de nossos pecados.
Assim sendo, a reflexão principal a ser feita no período de Páscoa é esta: nos prepararmos pedindo a Deus perdão e aceitar a reconciliação oferecida por seu Filho, para que na noite do Sábado Santo, ao comemorarmos a Ressurreição de Jesus, possamos também participar da nova vida a nós oferecida.
O mistério da Páscoa, que quer dizer «passagem», é um mistério fundamental para a vida cristã. A Páscoa culmina na ressurreição, mas começa na paixão e morte de Jesus. É nesta passagem de Jesus para a ressurreição que assenta a nossa salvação. É em Jesus ressuscitado que somos salvos da morte, porque com Ele ressuscitaremos um dia.
A Páscoa é a completude da Encarnação. É a finalidade da vinda de Cristo. Não importa tanto o lado histórico, temporal; importa, sobretudo a completude salvífica espiritual, sobre a qual foi instituída a Igreja, e manifestada e animada no Pentecostes.
É o início de um novo tempo, o da Igreja de Cristo animada pelo Espírito Santo, que caminha para o fim dos tempos da segunda e definitiva vinda de Cristo.
É neste sentido, único, que desejo verdadeiramente uma FELIZ PÁSCOA!
N'Ele, em quem EU SOU!
Eugênio Christi
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segunda-feira, 12 de março de 2012

Um Judeu Ensina Tolerância Aos Cristãos

Uma aula de civilização e tolerância com o judeu ortodoxo que defendeu a presença de crucifixos nas escolas Italianas; a causa perdia por 17 a zero; ele virou o tribunal para 15 a 2. Vejam por quê

Querem uma aula de tolerância e civilidade? Então leiam a entrevista que o advogado Josph Weiler, que defendeu o direito das escolas italianas de exibir o crucifixo, concedeu em setembro do ano passado ao jornal português “Público”. Ele é judeu ortodoxo. A entrevista é longa, mas se trata de um dos mais brilhantes exercícios de tolerância que já li. Uma pena o doutor Wadih Damous, presidente da OAB-RJ, não ter sido contratado para o outro lado. Imaginem alguém que defendesse que até o patrimônio cultural fosse “limpado” da herança cristã. Antes da íntegra da entrevista, destaco alguns trechos em azul para despertar a curiosidade.
Sobre as leis francesas, que proíbem a exposição de qualquer símbolo religiosa:
“Sim… As crianças podem ir para a escola e usar uma t-shirt com uma fotografia de Che Guevara, podem ter escrito Love and Peace, podem ter um insulto a George Bush, qualquer posição política ou ecológica, podem levar o triângulo cor-de-rosa pelos direitos dos gays. A única coisa que não podem levar é a cruz, a estrela de David e o crescente.”
Sobre liberdade religiosa
“Não podemos permitir que a liberdade de [ter ou não] religião ponha em causa a liberdade religiosa. Temos que descobrir a via média. E essa é dizer não, se alguém quiser forçar outro a beijar ou a genuflectir perante a cruz. Mas, se houver uma cruz na parede, direi aos meus filhos que vivemos num país cristão. Somos acolhidos, não somos discriminados. A Dinamarca tem uma cruz na bandeira, a Inglaterra e a Grécia igual. Vamos pedir que, por causa da liberdade religiosa, tirem a cruz das bandeiras? Absurdo!…”
Sobre a cristofobia
As pessoas falam de liberdade religiosa, mas, de facto, muitas vezes é cristofobia. Não é neutralidade, é antes porque não gostam do cristianismo e da Igreja. Sei por quê: a Igreja tem uma história complicada…”
A cruz e a tolerância
Na Grã-Bretanha, o chefe de Estado é o chefe da Igreja, há uma Igreja de Estado, o hino nacional é uma oração. Quem diria que o país não é tolerante? É o país de eleição para muitos muçulmanos emigrantes. O facto de haver uma identidade religiosa e uma prática de não-discriminação é um sinal de uma sociedade pluralista e tolerante.
De certa maneira, a Grã-Bretanha com a cruz é mais pluralista e tolerante do que a França, sem a cruz. Porque na Grã-Bretanha, apesar de afirmar a identidade religiosa do Estado, é não discriminatória em todos os aspectos da vida. Financia escolas anglicanas, mas também católicas, judias, muçulmanas e seculares. Os países laicos financiam escolas seculares, mas não escolas religiosas. Quem é mais tolerante e pluralista?
*
Leiam a íntegra da entrevista aqui.

N'Ele, em quem EU SOU!
Eugênio Christi
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

E Viva a Carne Nua e Crua

Agora sim podemos dizer que a vida civil voltará ao normal. O Carnaval chegou ao fim, menos em algumas regiões do Nordeste, onde se prolongará ainda por mais um mês.
Os foliões agora só precisam repor as energias e descansar, visto que festejar a carne cansa e esgota.
E para quem ainda não sabe, embora exista muita especulação sobre isto, a palavra “carnaval” vem de "carne vale", significando "adeus à carne". O termo caiu bem na Idade Média porque durante o período do Carnaval havia uma grande concentração de festejos populares, antecedendo o período da Quaresma da Igreja Católica, durante o qual não se permitia mais festas e prazeres carnais.
A Quaresma foi instituída como um período forte de oração, jejum e abstinências. Resultado: os cristãos da época, em sua maioria apegados às tradições humanas e pouco convertidos a Cristo, fizeram com que a festa que antecedia a quaresma virasse a oportunidade de despedida dos gozos carnais. Assim sendo, por uma dessas ironias da linguagem, a festa do “adeus à carne” na verdade ficou sendo a “festa da carne”.
A Igreja permitiu e virou tradição. Assim como para a maioria dos católicos acabou virando tradição também o seguinte: depois de muito pular, beber, se “chapar”, se prostituir, muitos pensam que basta ir à Igreja e receber as cinzas para ficarem com a consciência apaziguada. E veja só o cúmulo do ridículo e da ignorância espiritual: aproveitar bastante o pecado antes de fazer uma boa penitência. Péssima jogada diante d'Aquele que perscruta o mais recôndito do coração humano.
E não vão pensar os Evangélicos que isto é coisa só de Católicos. Muitos crentes depois de assistirem o carnaval, pular e se divertir, buscam outra denominação e se batizam novamente, ou seja, se entregam pra Jesus e tudo fica bem de novo.
E durante muitos séculos o carnaval tem sido na verdade a festa do inferno. Pois somente no reino das trevas é que se festeja um período onde ocorre a perda de tantas almas.
E quem ainda não parou para pensar neste fato é bom lembrar de algumas coisas.
Aproximadamente nove meses após o carnaval é o período onde mais nascem filhos de mães solteiras, ou filhos bastardos de mulheres casadas que traíram os maridos. Três meses depois há um aumento no número de abortos. Aumenta ainda o número de viciados em drogas. Ora, o que mais é preciso para minar a vida da alma?
Muitos Cristãos aproveitam este período para fazerem retiros ou acampamentos, a fim de se aproximarem mais do Senhor, reparando as ofensas feitas a Ele por aqueles que deveriam ser o Templo do Espírito. Eu mesmo já fiz alguns.
Desta vez apenas fiz algumas reflexões e as publiquei nas redes sociais, elevando o nível de consciência das pessoas.
E fica aqui mais uma reflexão, pois está escrito: Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem os ladrões, herdarão o reino de Deus (I Cor. 6, 9). Ou seja, nenhum daqueles que participam das coisas que são festejadas no carnaval.
N'Ele, em quem EU SOU!
Eugênio Christi
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Que Venha o 2012

Como todas as coisas neste universo material de Deus tem seu fim, o ano também tem o seu.
Mas para compreendermos melhor esta mudança, vamos a um detalhe importante: nos acostumamos a relacionar o tempo ao movimento da massa dos corpos (passagem do movimento das coisas, giro da terra em torno de si mesma, em torno do sol, etc.). Isto nos leva a considerar o tempo como sendo linear: passado, presente e futuro.
Contudo, observando a natureza sem preconceitos, percebemos que nela o tempo é algo cíclico. Tudo volta a ser novamente, mas num grau de amplitude maior no sentido de evolução individual e coletiva. 
É neste sentido de tempo cíclico que se pode falar de 2012 e não como período de destruição e fim de mundo. Finda um ciclo e começa outro.
Toda nossa vida é cheia de ciclos: o ciclo do nascimento à idade avançada, ciclo anual, ciclo das atividades e assim por diante. É a forma que temos para produzir e participar das mudanças tão necessárias à nossa evolução material ou espiritual.
Além do mais, como já escrevi uma vez por aqui, o ser humano gosta, ou talvez até tenha alguma necessidade psicológica no que concerne a ritos de passagem: chá de bebê, chá de panela, despedida de solteiro, festa dos quinze anos, e entre tantos outros o reveillon, que marca a passagem de um ano para outro.
Tirando fora todas aquelas crenças que não fazem parte de nossa vida espiritual cristã, embora devamos respeitar que os pagãos o façam, pois elas fazem parte da cultura popular de vários povos, como pulinhos de ondas no mar, numerologia, comer baguinhos de romãs entre tantas outras práticas afins, o Cristão pode sim festejar a passagem do ano novo.
O Cristão pode sim festejar a entrada de um novo ano, desde que ele se mantenha na sobriedade típica dos Filhos de Deus. Isto significa que seu festejo vai diferir radicalmente daquele propagado pelas pessoas mundanas.
Para o Cristão não importa o número final do ano que se inicia, a cor da roupa íntima que será usada na passagem, os determinados alimentos que produzem sorte, e muito menos as famosas previsões de fim de ano. O que vai contar mesmo é o grau de plenitude de Amor cultivado em seu coração, que transbordará nesta passagem aos que o rodeiam.
A pessoa pode até usar algo simbólico, a roupa externa branca simbolizando a Paz, uma estampa na camisa com dizeres positivos, mas desde que isto não seja feito como ação supersticiosa, no sentido de que se não for usado trará má sorte.
Vou festejar a passagem do ano, de repente tomar uma taça de champanhe com a família e os amigos mais íntimos. Não importa os símbolos externos que poderei usar. O que importa mesmo é manter a Presença de Deus em meu coração mediante a ação do seu Espírito.
Que este Ano que se inicia seja mais um Ano da Graça do Senhor para mim e para todos os meus Amigos e Irmãos em Cristo. Amém!
Feliz 2012! O Ano Novo no Senhor para todos os Seus Filhos!

N'Ele, em quem EU SOU!
Eugênio Christi
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

MEU SERMÃO DE NATAL

Novamente chegamos na época natalina. Assim sendo a correria aumenta por causa da preparação das festas, das compras de presentes, viagens, guerras de marketing e tutti quanti. Mas... o aniversariante da festa está cada vez mais esquecido. Este ano mais esquecido que no anterior.
É bem verdade que as pessoas ficam mais sensíveis e reflexivas neste período, eu concordo. Contudo, o capitalismo selvagem consegue estragar até mesmo este lampejo de lucidez com as correrias das compras. Pois é, o bolso, que afirmo ser a parte mais sensível do "corpo" humano, também reclama atenção: acaba se esvaziando bem mais nesta época. E no final de tudo percebe-se que muitos esvaziaram com ele também o coração.
Mas eu sempre digo às pessoas que tudo em nossa vida deve ser feito levando-se em consideração seu verdadeiro sentido. Caso contrário, não passamos de um peso morto para o mundo carregar.
Assim sendo, qual o verdadeiro sentido do Natal?
Ele é mesmo importante para nós?
Nos traz algum benefício verdadeiro?
Num primeiro momento, Natal nada mais é que a lembrança de que Jesus Cristo, Deus de Eternidades, se encarnou entre nós assumindo nossa condição humana, se fazendo um de nós para nos mostrar o Caminho de volta para a casa. É Deus se fazendo homem para que o homem participe da Divindade de Deus.
E Cristo pode nascer mil vezes em Belém, mas se não nascer uma vez em seu coração, o Natal será apenas mais uma festa pagã.
Mas não esqueçamos, a Bíblia não é um simples livro de eventos históricos e sim um livro eivado de Princípios Espirituais. E as coisas espirituais devem ser discernidas espiritualmente, nos ensinou o Apóstolo Paulo.
Apresso-me a dizer que não vejo o Natal simplesmente como um momento de lembrança de um acontecimento passado. Muito pelo contrário, é um momento de prepararmos a manjedoura de nosso coração para que o Cristo nele venha fazer Sua morada.
Pois, "um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; a soberania repousa sobre seus ombros, e Ele se chama: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz" (Is 9, 5). Ou seja, o maior Dom que Nosso Pai poderia ter nos concedido.
E para que este Cristo menino nasça em nosso coração, mister se faz uma Alma virgem, isto é, livre dos apegos materiais e das paixões excessivas. Também é preciso uma manjedoura, ou seja, um ambiente interior de humildade e livre de arrogância, sem apegos materiais e capitalistas. Os animais, simbolizando nossos instintos, nossa natureza emotiva e nossa força fisica se demonstram submissos ao Cristo que nasce.
Os Magos, a elite espiritual e mental da época prestam-lhe homenagem e distribuem presentes.
Herodes quer matá-lo, significando que os poderes do mundo não querem deixar que a Consciência Crística se desenvolva nos homens.
E como podemos discernir o sentido espiritual da Encarnação do Verbo de Deus entre os homens?
Cristo é formado em nós. Esta criança, o Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz, como nos professou Isaías, deve ser cuidado em nós como uma mãe cuida de um recém nascido, até que atinja maioridade e tome as rédeas de todas as coisas que a Ele pertencem.
A partir desta ótica podemos dizer que esta é a verdadeira preparação do Natal: preparar nossa casa (o coração) e nela instalar a manjedoura (um nicho simples, despojado de toda pujança material e orgulho), deixando que no silêncio e recolhimento interior (a Noite silenciosa) Cristo nasça em nós como cumprimento da promessa divina. E todo o universo, tanto na sua dimensão espiritual (os Anjos, a Estrela) quanto na sua dimensão material (os Reis Magos, os pastores) vem para servir o Príncipe recém nascido.
E reitero que não vejo o Natal simplesmente como um momento de lembrança de um acontecimento passado. Muito pelo contrário, é um momento de prepararmos a manjedoura de nosso coração para que o Cristo nele venha fazer Sua morada.
E novamente repito: Cristo pode nascer mil vezes em Belém, mas se não nascer uma vez em seu coração, o Mistério da Encarnação não fará sentido algum para você.
Neste sentido, e somente neste sentido, desejo a você um Feliz e Abençoado Natal.
N'Ele, em quem EU SOU!
Eugênio Christi
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Pérolas de Um Hippie de Jesus

Depois de muito tempo sem postar nada, por estar envolvido com a divulgação do meu novo livro, resolvi postar esta Pérola de Sabedoria do meu Irmão em Cristo João Bolão (que conheci nos Orkuts da Vida, hehehe). Ele é um daqueles hippies de Jesus que sabe viver bem a Vida e de vez em sempre se dá como bom Filósofo. Apreciem este texto que um dia ele deixou em meu orkut.
Um dia desses que já era noite... pela madruga que já era quase dia de novo... eu estava escutando rádio sentado na varanda e observando atentamente o nada... a escuridão... pensando na vida... quando do nada surgiu vindo lá de longe um camundongozinho... cara... na hora pensei comigo... pronto... ganhei a noite... arrumei um amigo pra me distrair... comecei a seguir o mickey e observar suas andanças... e em um determinado momento ele entrou num armário que fica na área atrás de casa... onde guardo coisas velhas da moto... ferramentas... essas coisas... eu fui até a cozinha rapidamente pra buscar um pedaço de linguiça para servir de janta ao meu amigo mickey que veio me visitar... minha mãe sempre me ensinou a tratar bem as visitas... mas comecei a procurá-lo e não mais o encontrei... revirei o armário todo cara... mas eu achei um velho relógio de pulso que ganhei do meu pai lá na minha infância... estava parado... na hora me vieram a mente as saudades do velho... e ao rosto vieram as lágrimas de saudade... que amigão cara... que amigão... pela manhã a primeira coisa que fiz foi levá-lo a um amigo lá na praça central que tem uma relojoaria e pedir para ele consertá-lo... me avisou que ia demorar... então como já estou rico por não sentir falta de nada... resolvi enforcar a manhã de serviço... trabalho por conta mesmo... por isso que vivo duro... kkkk ...me sentei na praça e fiquei observando o movimento... as pessoas em seu ritmo impressionante... nisso veio passando o Sérgio... um amigo de infância... hoje dono de uma rede de lojas na região... ele tem um escritório aqui no centro... eu o cumprimentei e o chamei pra papear... não posso bolão... o tempo tá corrido... outra hora... depois que virou gente fina... nunca mais a gente parou um segundo pra papear... então eu fiquei ali na praça esperando pelo conserto e só observando a correria das pessoas e volta e meia papeando com algum conhecido... mas naquela manhã o que mais me chamou a atenção foi a correria do Sérgio... passava pra lá e pra cá... sempre apressado... passos largos... que loucura cara... então o meu amigo da relojoaria me chamou... me entregou o relógio prontinho... funcionando e eu vim pra casa... mas na saída... antes de subir na moto... passou por mim o Sérgio... tais ainda aí bolão... vamos correr atrás da máquina ainda brincou... e se despediu na pressa... eu vim pra casa pensando e admirando o velho relógio... o ponteiro mais gordinho... fica ali... devagar... demooora pra dar um giro... uma calma... uma paciência enorme... já o fino é uma correria danada... tá sempre com pressa... ele passa pelo gordinho o tempo todo... parece dar uma cumprimentada e já segue o seu ritmo... sabe cara... cada um vive no ritmo que desejar... mas pode ter certeza.... estamos todos presos a um mesmo ponto... a vida... e em torno dela nós giramos... seja o gordinho vadio... seja o gente fina... o que não percebemos é que no tempo eterno... o ciclo se repete como um relógio... um depende do outro pra "funcionar"... paz e amor!
N'Ele, em quem EU SOU!
Eugênio Christi
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terça-feira, 21 de junho de 2011

A PRAGA DO FUNDAMENTALISMO

Fiquei um bom tempo sem postar nada. É que estive envolvido num processo de enviar meu novo livro - O Poder Espiritual da sua Mente - para a editora. Agora o livro já está no prelo e logo vocês poderão ler um livro diferente do ramo da Autoajuda.
Além do mais estava refletindo bastante sobre os últimos acontecimentos. As últimas reflexões que fiz se trataram principalmente do Fundamentalismo religioso que aumenta a cada dia que passa. É lugar comum as pessoas falarem do fundamentalismo islâmico. Contudo, penso que nenhum caminho religioso organizado dos dias de hoje escapa deste mal. Os Cristãos sempre se mostraram também fundamentalistas.
Fundamentalismo, em sentido estrito, significa seguir os fundamentos de algo. Todavia, em sentido mais amplo, significa seguir e defender uma ideia ou caminho como sendo a única opção para si e para os outros. O Fundamentalismo não aceita concorrência, principalmente o religioso.
Assim sendo, resolvi colocar abaixo os princípios do Bom Senso que todos trazem dentro de si, embora os deixam relegados às traças.

Em Verdade em Verdade vos digo:
Saiba cada um que não existe Religião, Denominação, Tribo, Raça e Cor que mereça servir de separação entre nós! O que nos une é o Espírito que recebemos de nosso Pai. Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo! Nossa Religião deve ser o Pai Eterno, nossa Denominação a Fraternidade, nossa Tribo Comunhão, nossa Raça, a Divina e nossa Cor o Amor.

Agora eu pergunto: alguém necessita algo mais além disto para ser uma pessoa espiritualizada?
A resposta é óbvia e só não aceita quem não quer!

N'Ele, o Fundamento de nossa União, para maior Glória de Deus. Amém, Amém e Amém!
Eugênio Christi
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sexta-feira, 29 de abril de 2011

O MILAGRE DE UMA PONTE

Tem certas mensagens que já nos são conhecidas. Geralmente nos são enviadas pelos amigos virtuais para nossa caixa de e-mails. Contudo, de vez em quando é salutar relembrar algumas delas, principalmente aquelas que nos são mais inspiradoras.
Acabei de receber mais uma vez uma mensagem já conhecida. Mas eu acabei lendo-a como se fosse a primeira vez, de tão profunda mensagem que ela transmite. Assim sendo, eu vou compartilhá-la com vocês. 

Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado. Mas agora tudo havia mudado. O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.
Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem na sua porta. Ao abri-la, notou um homem com uma caixa de ferramenta de carpinteiro na mão.

- Estou procurando trabalho, disse ele. Talvez você tenha algum serviço para mim.

- Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu vizinho. Na realidade do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta.

-Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos.

O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade.
O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro. Quando o fazendeiro chegou, não acreditou no que viu: em vez de cerca, uma ponte foi construída ali, ligando as duas margens do riacho.
Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou:

- Você foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei.

Mas as surpresas não pararam aí. Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximando de braços abertos. Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio. O irmão mais novo então falou:

- Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse.

De repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se, chorando no meio da ponte.
O carpinteiro que fez o trabalho partiu com sua caixa de ferramentas.

-Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você.

E o carpinteiro respondeu:

- Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir...

Já pensou como as coisas seriam mais fáceis se parássemos de construir cercas e muros e passássemos a construir pontes com nossos familiares, amigos e companheiros do trabalho. O que você está esperando? Comece agora!
Não espere pela iniciativa dos outros!!!

Saiba você leitor, que se um dia a gente se magoar por qualquer motivo, sempre haverá uma ponte para nos unir novamente.

N'Ele que é o Tekton, o Carpinteiro da Ponte Eterna, para maior Glória de Deus. Amém, Amém e Amém!
Eugênio Christi
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domingo, 13 de março de 2011

Você Reza ou Ora?

Por Julio Zamparetti

Devido a minha postura assumidamente ecumênica, algumas pessoas evangélicas me perguntam, você reza ou ora? Prontamente lhes respondo: rezo e oro.
Eu tanto rezo quanto oro porque, em primeiro lugar, rezar e orar são sinônimos desde suas raízes latinas: orar vem do termo orare que significa pronunciar uma fórmula ritual, oração, frase, enquanto rezar vem do latim recitare de onde temos o verbo recitar que significa dizer (orar) em alta voz.
No Brasil criou-se por parte dos evangélicos a distinção entre os termos, conotando-se a palavra rezar para o ato de se fazer orações decoradas. Ironicamente, as orações recitadas não sofrem, por parte destes, qualquer relação com o termo rezar. O hábito de recitar salmos e versículos lhes é comum, porém, mesmo fazendo, não admitem que estão rezando!
À palavra orar foi dado o sentido de fazer orações espontâneas. Entretanto, o sentido original da palavra, que é pronunciar, permite que o termo também seja relacionado ao ato de proferir orações previamente estabelecidas e até mesmo decoradas.
Alguns argumentam que as orações decoradas não expressam o sentimento do coração. Este é, na verdade, um problema muito sério, que jamais seria resolvido com orações espontâneas. Pois não são as palavras que fazem autênticas as orações, mas sim o Espírito em que se ora. Neste ínterim, podemos comparar a oração à música, onde na maioria das vezes a melhor interpretação não se dá pelo compositor. É comum vermos intérpretes expressarem muito mais sentimento e originalidade que o próprio autor da música.
Eu gosto de recitar (rezar) Salmos, o Pai Nosso e outros textos bíblicos. Tenho alguns deles decorados e comumente os uso em meus devocionais. Honestamente, me acho incapaz de fazer orações melhores que estas. É nas Escrituras Sagradas que encontro as mais perfeitas expressões dos sentimentos de minha alma.
Também gosto de recitar, repetidas vezes, versículos e orações breves. Há quem condene isso por dizer se tratar de “vãs repetições”, tal qual descritas por Jesus em Mateus 6.7. O problema dessa acusação é que ela não expressa a verdade que Jesus estava retratando. Jesus não estava criticando as orações repetidas, mas sim o pensamento de quem deseja impor sua própria vontade sobre a vontade de Deus através de muitas palavras. O que Jesus está dizendo é que é o espírito do orador e não as palavras proferidas que torna as repetições vãs. E neste aspecto podemos dizer sem medo de errar que muitas orações espontâneas não passam de vãs repetições. E haja repetições de “aleluias”, “glórias a Deus”, “louvado sejas” e glossolalias para preencher o tempo de oração! Pois pensam que pelo tempo que gastam e seu muito falar serão ouvidos por Deus.
Não há nada de errado em orar/rezar repetidamente. O erro está em nossas motivações que fazem com que as repetições e qualquer forma de oração tornem-se vãs. O próprio Jesus ensinou a pedir repetidamente, de forma insistente, conforme vemos em Lucas 11.5-8. Se isso já não bastasse, Ele mesmo orou repetindo, por aproximadamente três horas, as mesmas palavras:

“E, indo um pouco adiante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. E, indo segunda vez, orou, dizendo: Meu Pai, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade. E, deixando-os de novo, foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras (Mateus 26.39,42,44).

Seja recitando, rezando, declamando, orando, cantando, clamando ou agradecendo de forma espontânea, lida ou decorada; em pensamento, falando ou se calando: achegue-se a Deus e Ele se achegará a você.
Fonte: http://juliozamparetti.blogspot.com/

N'Ele, que rezava e orava ao Pai, para maior Glória de Deus. Amém, Amém e Amém!
Eugênio Christi
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