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segunda-feira, 27 de maio de 2013

QUANTO VOCÊ VALE?




Em um pequeno vilarejo vivia um velho professor, que de tão sábio, era sempre consultado pelas pessoas da região.

Uma manhã, um rapaz que fora seu aluno, vai até a casa desse sábio homem para conversar,desabafar e aconselhar-se.

- Venho aqui, professor, porque sinto-me tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?

O professor sem olhá-lo, disse:

- Sinto muito meu jovem, mas não posso ajudar-te. Devo primeiro resolver meu próprio problema. Talvez depois.

E fazendo uma pausa falou:

- Se você ajudasse-me, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois, talvez, possa ajudar-te.

- C... Claro, professor, gaguejou o jovem, mas sentiu-se outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu antigo professor.

O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno , deu ao rapaz, e disse:

- Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo valor possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.

O jovem pegou o anel e partiu.

Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores.

Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel.

Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.

Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.

Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou.

O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, livrando assim seu professor das preocupações. Dessa forma ele poderia receber a ajuda e conselhos que tanto precisava.

Entrou na casa e disse:

- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.

- Importante o que disse, meu jovem... contestou sorridente. Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel?

Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dará por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda... Volte aqui com meu anel. O jovem foi até o joalheiro e deu-lhe o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o mesmo, e disse:

- Diga ao seu professor, que se ele quiser vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.

- 58 MOEDAS DE OURO!!! - exclamou o jovem.

- Sim, replicou o joalheiro. Eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente... O jovem correu emocionado à casa do professor para contar o que ocorreu.

- Sente-se - disse o professor.

Depois de ouvir tudo o que o jovem contou-lhe, falou:

- Você é como este anel, uma jóia valiosa e única, e que só pode ser avaliada por um "expert". Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor? E, dizendo isto, voltou a colocar o anel no dedo.

- Todos somos como esta jóia: valiosos e únicos, e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem. Você deve acreditar em si mesmo. Sempre!



N'Ele, em quem EU SOU!
Eugênio Christi
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quinta-feira, 23 de maio de 2013

POR QUE UM PAÍS É RICO E OUTRO É POBRE?


Investigações demonstram que a diferença entre os países pobres e os ricos não é a idade. Isto pode ser demonstrado por países como Índia e Egito, que têm mais de 2.000 anos e ainda são muito pobres.
Por outro lado, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que apenas 150 anos atrás eram desconhecidos, hoje são países desenvolvidos e ricos.
A diferença entre países pobres e ricos, tão pouco está nos recursos naturais disponíveis.
O Japão possui um território limitado, 80% montanhoso, inadequado para a agricultura e a criação de gado, mas é a segunda economia mundial. Este país é como uma imensa fábrica flutuante, importando matéria-prima de todo o mundo e exportando produtos manufaturados.
Executivos de países ricos que se relacionam com países pobres, evidenciam que não existe diferença intelectual realmente significativa.
A raça, a cor da pele tão pouco são importantes: imigrantes qualificados como preguiçosos em seus países de origem, são a força produtiva de países ricos. Onde está, então, a diferença? A diferença é a atitude das pessoas, moldada no decorrer dos anos pela educação, e pela cultura.

EIS A GRANDE DIFERENÇA:
1.     A ética, como princípio básico.
2.     A integridade.
3.     A responsabilidade.
4.     O respeito às leis.
5.     O respeito pelos direitos dos demais cidadãos.
6.     O amor pelo trabalho.
7.     O esforço para economizar e investir.
8.     O desejo de superar.
9.     A pontualidade.
 
 
Nos países pobres, apenas uma minoria segue esses princípios básicos em sua vida diária.
Não somos pobres porque nos faltam recursos naturais, ou porque a natureza foi cruel conosco. Somos pobres porque nos falta atitude. Nos falta vontade para cumprir e assumir esses princípios de funcionamento das sociedades ricas e desenvolvidas.
Somos assim por querermos tomar vantagem sobre tudo e todos.
Somos assim por vermos algo que está mal e dizermos: “deixe como está”.
Devemos ter atitudes e memória viva, só assim mudaremos o Brasil de hoje.
Provavelmente você é uma dessas pessoas que faz a diferença e luta para mudar nossa sociedade corrupta e sem princípios. Mas lembre-se de que ainda existem muitos necessitando entender que a falta de princípios é a raiz da miséria.
 
PENSE NISSO e MÃOS A OBRAS!
. Os pensamentos geram atitudes.
. Atitudes geram hábitos.
. Hábitos geram um estilo de vida.
. Estilo de vida é o reflexo do caráter.
. O caráter de um povo é o reflexo daquilo que ele pensa.
. E seus representantes no governo, por isto, não pensam diferente.
. Nós somos o que pensamos, e não, o que pensamos que somos.
Jorcelangelo L. Conti 

 
N'Ele, em quem EU SOU!
Eugênio Christi
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segunda-feira, 6 de maio de 2013

NÃO EXISTEM ATEUS COMPLETOS

De maneira alguma este post tem o intuito de recriminar pessoas ou afrontar suas determinações de vida. Tenho amigos que são ateus e nem por isto deixam de serem pessoas idôneas na sociedade. O que pretendo com este post é simplesmente tecer algumas reflexões sobre o assunto.
Antes de qualquer coisa exponho que neste assunto podem-se ter três posturas viáveis: a do Teísmo, do Deísmo e do Ateísmo.
Para o Teísmo o que vale é o Deus da Revelação. Alguém teve uma experiência com alguma divindade e expõe esta experiência para os demais seguirem. Este Deus interfere no Universo e na vida das criaturas.
Para o Deísmo, Deus criou as leis universais e a partir delas o universo e todas as coisas são feitas e seguem seu curso normal. É o Deus de alguns Cientistas e dos Filósofos. Este Deus não interfere no Universo e muito menos na vida de suas criaturas. Tudo segue as Leis determinantes. O primeiro a falar deste tipo de Deus foi Aristóteles, que O considerava o primeiro motor, que deu o impulso inicial a tudo. Newton e Einstein também pensavam de forma Deísta.
E por fim temos o Ateísmo, declarando que não existe Deus algum e que tudo é fruto de Evolução.
Já encontrei muitos ateus, quer dizer, pessoas que se consideram ateias.
Por que digo isto? É que depois de alguns momentos de conversa com alguns ateus, percebi que na verdade o que fizeram foi trocar Deus por qualquer outra coisa: ciência, dinheiro, caos, etc. e tal.
Outro detalhe: muitas pessoas que se consideram ateias, na verdade são apenas anticlericais, são contrárias às igrejas, pois perceberam que estas instituições religiosas em sua maioria são um engodo ou empresas disfarçadas para o enriquecimento de seus líderes. Ou seja, acabam por confundirem Deus com o que as pessoas fizerem dele.
Outra coisa: eu acho estranho que existam grupos de ateus que combatem o que consideram não existir. Isto é, grupos de ateus tentando provar para os crentes que Deus não existe.
Ora, eu não saio por aí combatendo quem acredita no Saci Pererê, por que eu SEI que não existe o Saci Pererê. Só iria combater as pessoas que nele acreditassem se em mim houvesse a possiblidade de sua existência.
O verdadeiro ateu seria aquele que como David Hume, o empirista, ao ser perguntado se acredita em Deus diria: "do que você está falando? Eu não sei do que você está falando". Para o empirista só existe o que é visível e paupável.
Assim sendo, considero os que se acham ateus como apenas AGNÓSTICOS. A palavra deriva do termo grego “agnostos” que significa “desconhecido", "não cognoscível”. Ou seja, agnóstico é aquele que considera os fenômenos sobrenaturais (como Deus, por exemplo) inacessíveis à compreensão humana. Ele não crê e nem descrê; simplesmente fica indiferente a isto por considerar o assunto inacessível ao nível humano. Eu diria que muitos que são ateus na verdade são Deístas, no sentido explicado acima.
Quanto a mim, há muito abandonei aquela ideia de um Deus personificado, como sendo um velho de cabelos brancos sentado numa nuvem no céu, determinando o que os seres devem ou não devem fazer. Minha concepção de Deus tem muito a ver com a Metafísica, esta disciplina filosófica tão negligenciada nos dias de hoje. Neste sentido Deus é o SER, o único que existe e que se manifesta como coisas existentes. Existir vem do latim Ex (para fora) + Sistere (ser), isto é, existir é ser para fora. O SER, a fonte de tudo que há, é o único que é, é o SER de todas as coisas, das coisas que EXISTEM (que manifestam este SER para fora de si mesmo).
Já estou escrevendo um novo livro sobre este assunto e eu sei que irei chocar muita gente.
Uma coisa é certa: não podemos dizer que não exista um princípio inteligente por trás de tudo. Jogue um monte de tijolos para cima e espere cair uma casa pronta. Nem mesmo o maior matemático do mundo pode calcular esta probabilidade.
Para ilustrar isto vou narrar uma anedota que li num texto muçulmano.
Uma vez um sábio muçulmano foi chamado para debater com um grupo de ateus. Esses ateus queriam refutar a existência de Deus, perante esse muçulmano, então o convidaram para seu país. A viajem para lá necessitava que ele tomasse um navio o que demorava um pouco para chegar.
Os ateus então esperaram um dia inteiro e o muçulmano não chegou. No dia seguinte esperaram impacientes e apenas no cair da tarde o navio que trouxe o muçulmano chegou. Os ateus estavam bem chateados e o muçulmano se desculpou e fez questão de explicar:
"Quero pedir desculpas, mas, ontem, o navio que me traria aqui teve sérios problemas e não pôde desatracar e eu fiquei sem transporte. Mas quando eu já estava sem esperança, caminhando no bosque, vi que árvores saíram do solo, sozinhas, e se cortaram em taboas e flutuando foram formando um barco. Pregos apareceram do nada e prenderam as taboas e fios apareceram do nada, se trançaram e produziram essa vela. E, esse navio que se fez sozinho, me trouxe aqui."
Os ateus se entreolharam lentamente, se esforçando para manter a formalidade e o respeito, porém, em uma explosão que não puderam controlar, caíram em uma espontânea gargalhada a ponto de perderem o fôlego.
Eles questionaram o muçulmano: "Nos desculpe, mas nós o chamamos aqui para um diálogo sério, racional, e você nos vem com esse absurdo de barco que se fez a partir do nada. Nos perdoe, mas perdemos todo o respeito por você."
O muçulmano então respondeu: "Mas vocês não me chamaram aqui justamente para me convencer de que todo o universo se fez a partir do nada"?
N'Ele, em quem EU SOU!
Eugênio Christi
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segunda-feira, 22 de abril de 2013

A volta dos Nefilins…

Um grupo considerável de pessoas neste fim de milênio já não pensa em "tempo" do mesmo modo que a maioria dos seres humanos ainda concebe esta dimensão. Hoje, com os novos experimentos da física quântica, uma revolução está para acontecer. Haverá grande aproximação entre ciência e religião, entre tecnologia e biologia, entre máquina e realidade orgânica.
A vida humana é o grande complexo eterno-temporal a ser descoberto nas décadas por vir. E quando essa consciência se instalar, então se saberá que a eternidade habita o coração dos homens e que o tempo nada mais é que uma momentânea impressão de uma das muitas formas de existir e conhecer a existência que os humanos possuem, mas que foi em nós atrofiada por algo que na linguagem teológica se chama de a queda. Sobre tudo, se saberá que, assim como profetas visitam o que será, também podem visitar o que já foi, pois, no espírito, o que é, é; porque passado, presente e futuro nada mais são que expressões daquilo que é, e habita o interior dos seres humanos.


Eugênio Christi
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segunda-feira, 4 de março de 2013

O Normal Ridículo


É considerado normal…

by Paulo Coelho on January 7, 2009

1] qualquer coisa que nos faça esquecer nossa verdadeira identidade e nossos sonhos, e nos faça apenas trabalhar para produzir e reproduzir.

2] ter regras para uma guerra (Convenção de Genebra).

3] gastar anos fazendo uma universidade, para depois não conseguir trabalho.

4] trabalhar de nove da manhã as cinco da tarde em algo que não dá o menor prazer, desde que em 30 anos a pessoa consiga aposentar-se.

5] Aposentar-se, descobrir que já não tem mais energia para desfrutar a vida, e morrer em poucos anos, de tédio.

6] Uso de botox.

7] Procurar ser bem-sucedido financeiramente, ao invés de buscar a felicidade.

8] Ridicularizar quem busca a felicidade ao invés do dinheiro, chamando-o de “pessoa sem ambição”.

9] Comparar objetos como carros, casas, roupas, e definir a vida em função destas comparações, ao invés de tentar realmente saber a verdadeira razão de estar vivo.

10] Não conversar com estranhos. Falar mal do vizinho.

11] Sempre achar que os pais estão certos.

12] Casar, ter filhos, continuar juntos mesmo que o amor tenha acabado, alegando que é para o bem da criança (que parece não estar assistindo as constantes brigas).

12ª] Criticar todo mundo que tenta ser diferente.

14] Acordar com um despertador histérico ao lado da cama.

15] Acreditar em absolutamente tudo que está impresso.

16] Usar um pedaço de pano colorido amarrado no pescoço, sem qualquer função aparente, mas que atende pelo pomposo nome de “gravata”.

17] Nunca ser direto nas perguntas, mesmo que a outra pessoa entenda o que se está querendo saber.

18] Manter um sorriso nos lábios quando se está morrendo de vontade de chorar. E ter piedade de todos os que demonstram seus próprios sentimentos.

19] Achar que arte vale uma fortuna, ou que não vale absolutamente nada.

20] Sempre desprezar aquilo que foi conseguido com facilidade, porque não houve o “sacrifício necessário”, e, portanto não deve ter as qualidades requeridas.

21] Seguir a moda, mesmo que tudo pareça ridículo e desconfortável.

22] Estar convencido que toda pessoa famosa tem toneladas de dinheiro acumulado.

23] Investir muito na beleza exterior, e se preocupar pouco com a beleza interior.

24] Usar todos os meios possíveis para mostrar que, embora seja uma pessoa normal, está infinitamente acima dos outros seres humanos.

25] Em um meio de transporte público, jamais olhar diretamente nos olhos de uma pessoa, caso contrário isso pode ser interpretado como um sinal de sedução.

26] Quando entrar no elevador, manter o corpo voltado para a porta de saída, e fingir que é a única pessoa lá dentro, por mais lotado que esteja.

27] Jamais rir alto em um restaurante, por melhor que seja a história.

28] No hemisfério norte, usar sempre a roupa combinando com a estação do ano; braços de fora na primavera (por mais frio que esteja) e casaco de lã no outono (por mais quente que esteja).

29] No hemisfério sul, encher a árvore de natal de algodão, mesmo que o inverno nada tenha a ver com o nascimento de Cristo.

30] À medida que for ficando mais velho, achar-se dono de toda a sabedoria do mundo, embora nem sempre tenha vivido o suficiente para saber o que está errado.

31] Ir a um chá de caridade e achar que com isso já colaborou o suficiente para acabar com as desigualdades sociais do mundo.

32] Comer três vezes por dia, mesmo sem fome.

33] Acreditar que os outros sempre são melhores em tudo: são mais bonitos, mais capazes, mais ricos, mais inteligentes. É muito arriscado aventurar-se além dos próprios limites, melhor não fazer nada.

34] Usar o carro como uma maneira de sentir-se poderoso e dominar o mundo.

35] Dizer impropérios no trânsito.

36] Achar que tudo que seu filho faz de errado é culpa das companhias que ele escolheu.

37] Casar-se com a primeira pessoa que lhe oferecer uma posição social. O amor pode esperar.

38] Dizer sempre “eu tentei”, mesmo que não tenha tentado absolutamente nada.

39] Deixar para viver as coisas mais interessantes da vida quando já não tiver mais forças para tal.

40] Evitar a depressão com doses diárias e maciças de programas de TV.

41] Acreditar que é possível estar seguro de tudo que conquistou.

42] Achar que mulheres não gostam de futebol, e que homens não gostam de decoração.

43] Culpar o governo por tudo de ruim que acontece.

44] Estar convencido de que ser uma pessoa boa, decente, respeitosa significa que os outros vão pensar que é fraca, vulnerável, e facilmente manipulável.

45] Estar igualmente convencido que a agressividade e a descortesia no trato com os outros é que são sinônimos de uma personalidade poderosa.

46] Ter medo de fibroscopia (homens) e parto (mulheres).

47] Finalmente: achar que a sua religião é a única dona da verdade absoluta, a mais importante, a melhor, e que todos os outros seres humanos neste imenso planeta que acreditam em qualquer outra manifestação de Deus estão condenados ao fogo do inferno. 

N'Ele, em quem EU SOU!
Eugênio Christi
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O Problema é a cabeça, Irmão


Apresento hoje um texto bombástico do Carlos Prates. Ele denuncia o que sempre enfatizo em meus pronunciamentos. Se a pessoa não mudar a cabeça, mudar o modo de pensar, mudar os paradigmas... nada adiantará!

VIDAS TORTAS (Luiz Carlos Prates)

Responda-me sem pensar: - sua vida está boa? Revirou os olhos, não deve estar... Sim, eu sei, a felicidade não é deste mundo, tudo bem, mas não vamos exagerar, dá para ter uma vidinha um pouco melhor, que dá, dá.
Tenho notado que muitas são as pessoas preocupadas com o peso, com os seios, com as rugas, com os cabelos crespos, com isso e com aquilo. Muitas dessas pessoas vão para as academias, suam sobre as esteiras o que nunca suaram no trabalho que lhes garante o pão sobre a mesa. Outras se deixam retalhar por cirurgiões achando que vão ficar irresistíveis e felizes com os “novos” seios, com a chapinha no cabelo, com os quilinhos a menos que foram deixados para trás à custa de um inaceitável sofrimento diante de pratos suculentos...
Será que você não tem ninguém de suas relações fazendo, seguindo algum desses modismos? Nem quero admitir que você mesmo esteja numa dessas, que a meu juízo é um modo dissimulado de
doença mental...
Credo, Prates, doença mental? Claro que sim, doença mental sem tirar nem pôr. Se a pessoa não mudar o modo de pensar, se não trocar os óculos com os quais vê a vida, nada feito, pode fazer o que quiser na academia, na mesa de refeições, nas cirurgias inúteis, no que for, de nada vai adiantar. O que nos faz sofrer ou felizes é a nossa cabeça, nosso jeito de ver o mundo lá fora. Mas o mundo lá fora nós o vemos pelos olhos com os quais nos vemos por dentro. O que está lá fora é projeção do que está aqui dentro... Sem mudar o “aqui dentro”, desista, você não vai ter sossego.
Seios “novos”, cabelo de chapinha, quilinhos a menos, plásticas, o que for, não vão produzir mudanças, o enfado existencial vem de dentro, e as razões que pensamos ser as razões não passam de tapeações da mente, despistes para que não enxerguemos a verdade. É que a verdade dói...
“Deus cria apenas originais, você é único”.

N'Ele, em quem EU SOU!
Eugênio Christi
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Quem Compartilhará da Punição?

Muitas vezes é fácil compartilharmos do sucesso de nossos amigos e familiares. Contudo, quando o assunto é compartilhar do sacrifício ou consequências dos erros cometidos para nosso benefício, a coisa muda de figura.
Antes de tudo, alguns eslcarecimentos para boa compreensão deste texto: a palavra “pecado“, no seu sentido original, vem do latim pecus, que significa "caminhar errado" ou "errar o alvo". A punição aqui não se entende por castigo divino, mas o resultado da Lei de Causa e Efeito.
 
Diz a lenda…
Uma pessoa iluminada estava passando, e Valmiki, um assassino, um homem que vivia de roubos, assaltou aquele iluminado. O iluminado perguntou: “O que você vai fazer?”.
Valmiki respondeu: “Vou roubar de você tudo o que você tem”.
O iluminado disse: “Se você puder fazer isso, ficarei feliz, porque tenho algo muito interno. Roube-o, você é bem-vindo!”.
Valmiki não pôde compreender aquilo, mas disse: “Estou interessado apenas em coisas exteriores”.
O iluminado disse: “Mas elas não ajudarão muito. E por que você está fazendo isso?”.
Valmiki respondeu: “Por causa da minha família, pela minha família! Minha mãe, minha mulher, meus filhos… – eles morrerão de fome se eu não fizer isso. E eu só conheço esta arte”.
Assim, o iluminado disse: “Amarre-me numa árvore de modo que eu não possa escapar; e volte e diga à sua mãe e à sua esposa e aos seus filhos, que você está cometendo pecado por eles. Pergunte-lhes se estarão prontos para compartilhar da punição. Quando você estiver diante de Deus, quando chegar o último julgamento, estarão eles prontos para compartilhar da punição?“.
Pela primeira vez, Valmiki começou a pensar. Ele disse: “É, você pode estar certo. Eu vou perguntar a eles”.
Ele voltou para casa, perguntou à sua mulher e ela respondeu: “Por que eu deveria compartilhar da punição? Eu não fiz nada. Se você faz qualquer coisa, a responsabilidade é sua“.
E sua mãe disse: “Por que eu deveria compartilhar isso? Sou sua mãe, é seu dever me alimentar. Eu não sei como você faz para trazer pão, isso é responsabilidade sua”.
Ninguém estava pronto para compartilhar a punição. E Valmiki foi convertido. Ele voltou, caiu aos pés do iluminado e disse: “Agora, dê-me o interno, não estou interessado no externo. Agora, deixe-me ser o ladrão do interno, porque compreendi que estou sozinho e o que quer que eu faça, é de minha responsabilidade, ninguém vai compartilhá-lo. Nasci sozinho, morrerei sozinho e, o que quer que eu faça é minha responsabilidade individual, pessoal, – ninguém irá compartilhá-lo. Assim agora, tenho de olhar para dentro e descobrir quem eu sou. Acabou! Acabei com todo esse negócio!”.
 
* Valmiki é um lendário sábio hindu (maharishi) tradicionalmente considerado o autor do épico Ramayana, baseado na atribuição no texto do próprio épico.

N'Ele, em quem EU SOU!
Eugênio Christi
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domingo, 1 de julho de 2012

A GRATIDÃO SIGNIFICATIVA

O PINTOR E O BARCO
Um homem foi chamado à praia para pintar um barco. Trouxe com ele tinta e pincéis, e começou a pintar o barco de um vermelho brilhante, como fora contratado para fazer.
Enquanto pintava, viu que a tinta estava passando pelo fundo do barco. Percebeu que havia um vazamento e decidiu consertá-lo. Quando terminou a pintura, recebeu seu dinheiro e se foi.
No dia seguinte, o proprietário do barco procurou o pintor e presenteou-o com um belo cheque. O pintor ficou surpreso: O senhor já me pagou pela pintura do barco! - disse ele.

Mas isto não é pelo trabalho de pintura. É por ter consertado o vazamento do barco. Ah!, mas foi um serviço tão pequeno.
Certamente, não está me pagando uma quantia tão alta por algo tão insignificante!
Meu caro amigo, você não compreende. Deixe-me contar-lhe o que aconteceu. Quando pedi a você que pintasse o barco, esqueci de mencionar o vazamento. Quando o barco secou, meus filhos o pegaram e saíram para uma pescaria. Eu não estava em casa naquele momento. Quando voltei e notei que haviam saído com o barco, fiquei desesperado, pois lembrei-me que o barco tinha um furo.
Imagine meu alívio e alegria quando os vi retornando sãos e salvos. Então, examinei o barco e constatei que você o havia consertado! Percebe, agora, o que fez? Salvou a vida de meus filhos! Não tenho dinheiro suficiente para pagar a sua "pequena" boa ação.

MINHA REFLEXÃO: Duas lições podemos aprender deste belo texto.

1 - Fazer as coisas com Amor e Dedicação, mesmo além do que nos foi solicitado, principalmente quando envolve segurança de outras pessoas.

2 - Saber reconhecer e agradecer o bem que qualquer pessoa nos tenha feito. No Universo de nosso Criador isto é levado muito em conta.
 
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Recepção




Acolhida

 
Diálogo com os Noivos

 
 
Bênção das Alianças

 
Carinho dos Noivos

 
Eu Lendo


Rito da Partilha do Vinho


Rito da Coroação

 
Rito das Areias

 


 


 
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quinta-feira, 5 de abril de 2012

MEU SERMÃO DE PÁSCOA

Para fazermos uma reflexão condizente com o momento da Páscoa, primeiro devemos tomá-la no verdadeiro sentido da palavra e não somente no de festas e chocolates, como comumente se considera hoje em dia. Segundo, convém ler o Evangelho de João, 20,19 -22.
Neste belo texto iremos encontrar Jesus visitando seus Apóstolos e Amigos mais chegados após sua Ressurreição.
Uma coisa nos chama muita atenção neste texto e que passa despercebida para a maioria das pessoas; eu penso ser o que mais interessa nele que é a saudação do Mestre: “A PAZ ESTEJA CONVOSCO”.
E esta Paz, Ele diz, não é a mesma que o mundo fornece. É uma Paz diferente, que nos faz diferentes, que nos tranquiliza interiormente.
Mas para recebermos esta Paz mister se faz uma postura diferente diante daquele que nos redimiu de nossa situação pecadora.
Pecados todos nós temos. “Todos pecaram e estão privados da Glória de Deus!”, diz a Bíblia. Mas Evangelho em grego significa Boa Nova.
E qual é a Boa Nova?
Que pela morte e Ressurreição de Jesus, o Cristo, fomos redimidos de nossos pecados.
Assim sendo, a reflexão principal a ser feita no período de Páscoa é esta: nos prepararmos pedindo a Deus perdão e aceitar a reconciliação oferecida por seu Filho, para que na noite do Sábado Santo, ao comemorarmos a Ressurreição de Jesus, possamos também participar da nova vida a nós oferecida.
O mistério da Páscoa, que quer dizer «passagem», é um mistério fundamental para a vida cristã. A Páscoa culmina na ressurreição, mas começa na paixão e morte de Jesus. É nesta passagem de Jesus para a ressurreição que assenta a nossa salvação. É em Jesus ressuscitado que somos salvos da morte, porque com Ele ressuscitaremos um dia.
A Páscoa é a completude da Encarnação. É a finalidade da vinda de Cristo. Não importa tanto o lado histórico, temporal; importa, sobretudo a completude salvífica espiritual, sobre a qual foi instituída a Igreja, e manifestada e animada no Pentecostes.
É o início de um novo tempo, o da Igreja de Cristo animada pelo Espírito Santo, que caminha para o fim dos tempos da segunda e definitiva vinda de Cristo.
É neste sentido, único, que desejo verdadeiramente uma FELIZ PÁSCOA!
N'Ele, em quem EU SOU!
Eugênio Christi
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segunda-feira, 12 de março de 2012

Um Judeu Ensina Tolerância Aos Cristãos

Uma aula de civilização e tolerância com o judeu ortodoxo que defendeu a presença de crucifixos nas escolas Italianas; a causa perdia por 17 a zero; ele virou o tribunal para 15 a 2. Vejam por quê

Querem uma aula de tolerância e civilidade? Então leiam a entrevista que o advogado Josph Weiler, que defendeu o direito das escolas italianas de exibir o crucifixo, concedeu em setembro do ano passado ao jornal português “Público”. Ele é judeu ortodoxo. A entrevista é longa, mas se trata de um dos mais brilhantes exercícios de tolerância que já li. Uma pena o doutor Wadih Damous, presidente da OAB-RJ, não ter sido contratado para o outro lado. Imaginem alguém que defendesse que até o patrimônio cultural fosse “limpado” da herança cristã. Antes da íntegra da entrevista, destaco alguns trechos em azul para despertar a curiosidade.
Sobre as leis francesas, que proíbem a exposição de qualquer símbolo religiosa:
“Sim… As crianças podem ir para a escola e usar uma t-shirt com uma fotografia de Che Guevara, podem ter escrito Love and Peace, podem ter um insulto a George Bush, qualquer posição política ou ecológica, podem levar o triângulo cor-de-rosa pelos direitos dos gays. A única coisa que não podem levar é a cruz, a estrela de David e o crescente.”
Sobre liberdade religiosa
“Não podemos permitir que a liberdade de [ter ou não] religião ponha em causa a liberdade religiosa. Temos que descobrir a via média. E essa é dizer não, se alguém quiser forçar outro a beijar ou a genuflectir perante a cruz. Mas, se houver uma cruz na parede, direi aos meus filhos que vivemos num país cristão. Somos acolhidos, não somos discriminados. A Dinamarca tem uma cruz na bandeira, a Inglaterra e a Grécia igual. Vamos pedir que, por causa da liberdade religiosa, tirem a cruz das bandeiras? Absurdo!…”
Sobre a cristofobia
As pessoas falam de liberdade religiosa, mas, de facto, muitas vezes é cristofobia. Não é neutralidade, é antes porque não gostam do cristianismo e da Igreja. Sei por quê: a Igreja tem uma história complicada…”
A cruz e a tolerância
Na Grã-Bretanha, o chefe de Estado é o chefe da Igreja, há uma Igreja de Estado, o hino nacional é uma oração. Quem diria que o país não é tolerante? É o país de eleição para muitos muçulmanos emigrantes. O facto de haver uma identidade religiosa e uma prática de não-discriminação é um sinal de uma sociedade pluralista e tolerante.
De certa maneira, a Grã-Bretanha com a cruz é mais pluralista e tolerante do que a França, sem a cruz. Porque na Grã-Bretanha, apesar de afirmar a identidade religiosa do Estado, é não discriminatória em todos os aspectos da vida. Financia escolas anglicanas, mas também católicas, judias, muçulmanas e seculares. Os países laicos financiam escolas seculares, mas não escolas religiosas. Quem é mais tolerante e pluralista?
*
Leiam a íntegra da entrevista aqui.

N'Ele, em quem EU SOU!
Eugênio Christi
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Que Venha o 2012

Como todas as coisas neste universo material de Deus tem seu fim, o ano também tem o seu.
Mas para compreendermos melhor esta mudança, vamos a um detalhe importante: nos acostumamos a relacionar o tempo ao movimento da massa dos corpos (passagem do movimento das coisas, giro da terra em torno de si mesma, em torno do sol, etc.). Isto nos leva a considerar o tempo como sendo linear: passado, presente e futuro.
Contudo, observando a natureza sem preconceitos, percebemos que nela o tempo é algo cíclico. Tudo volta a ser novamente, mas num grau de amplitude maior no sentido de evolução individual e coletiva. 
É neste sentido de tempo cíclico que se pode falar de 2012 e não como período de destruição e fim de mundo. Finda um ciclo e começa outro.
Toda nossa vida é cheia de ciclos: o ciclo do nascimento à idade avançada, ciclo anual, ciclo das atividades e assim por diante. É a forma que temos para produzir e participar das mudanças tão necessárias à nossa evolução material ou espiritual.
Além do mais, como já escrevi uma vez por aqui, o ser humano gosta, ou talvez até tenha alguma necessidade psicológica no que concerne a ritos de passagem: chá de bebê, chá de panela, despedida de solteiro, festa dos quinze anos, e entre tantos outros o reveillon, que marca a passagem de um ano para outro.
Tirando fora todas aquelas crenças que não fazem parte de nossa vida espiritual cristã, embora devamos respeitar que os pagãos o façam, pois elas fazem parte da cultura popular de vários povos, como pulinhos de ondas no mar, numerologia, comer baguinhos de romãs entre tantas outras práticas afins, o Cristão pode sim festejar a passagem do ano novo.
O Cristão pode sim festejar a entrada de um novo ano, desde que ele se mantenha na sobriedade típica dos Filhos de Deus. Isto significa que seu festejo vai diferir radicalmente daquele propagado pelas pessoas mundanas.
Para o Cristão não importa o número final do ano que se inicia, a cor da roupa íntima que será usada na passagem, os determinados alimentos que produzem sorte, e muito menos as famosas previsões de fim de ano. O que vai contar mesmo é o grau de plenitude de Amor cultivado em seu coração, que transbordará nesta passagem aos que o rodeiam.
A pessoa pode até usar algo simbólico, a roupa externa branca simbolizando a Paz, uma estampa na camisa com dizeres positivos, mas desde que isto não seja feito como ação supersticiosa, no sentido de que se não for usado trará má sorte.
Vou festejar a passagem do ano, de repente tomar uma taça de champanhe com a família e os amigos mais íntimos. Não importa os símbolos externos que poderei usar. O que importa mesmo é manter a Presença de Deus em meu coração mediante a ação do seu Espírito.
Que este Ano que se inicia seja mais um Ano da Graça do Senhor para mim e para todos os meus Amigos e Irmãos em Cristo. Amém!
Feliz 2012! O Ano Novo no Senhor para todos os Seus Filhos!

N'Ele, em quem EU SOU!
Eugênio Christi
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

MEU SERMÃO DE NATAL

Novamente chegamos na época natalina. Assim sendo a correria aumenta por causa da preparação das festas, das compras de presentes, viagens, guerras de marketing e tutti quanti. Mas... o aniversariante da festa está cada vez mais esquecido. Este ano mais esquecido que no anterior.
É bem verdade que as pessoas ficam mais sensíveis e reflexivas neste período, eu concordo. Contudo, o capitalismo selvagem consegue estragar até mesmo este lampejo de lucidez com as correrias das compras. Pois é, o bolso, que afirmo ser a parte mais sensível do "corpo" humano, também reclama atenção: acaba se esvaziando bem mais nesta época. E no final de tudo percebe-se que muitos esvaziaram com ele também o coração.
Mas eu sempre digo às pessoas que tudo em nossa vida deve ser feito levando-se em consideração seu verdadeiro sentido. Caso contrário, não passamos de um peso morto para o mundo carregar.
Assim sendo, qual o verdadeiro sentido do Natal?
Ele é mesmo importante para nós?
Nos traz algum benefício verdadeiro?
Num primeiro momento, Natal nada mais é que a lembrança de que Jesus Cristo, Deus de Eternidades, se encarnou entre nós assumindo nossa condição humana, se fazendo um de nós para nos mostrar o Caminho de volta para a casa. É Deus se fazendo homem para que o homem participe da Divindade de Deus.
E Cristo pode nascer mil vezes em Belém, mas se não nascer uma vez em seu coração, o Natal será apenas mais uma festa pagã.
Mas não esqueçamos, a Bíblia não é um simples livro de eventos históricos e sim um livro eivado de Princípios Espirituais. E as coisas espirituais devem ser discernidas espiritualmente, nos ensinou o Apóstolo Paulo.
Apresso-me a dizer que não vejo o Natal simplesmente como um momento de lembrança de um acontecimento passado. Muito pelo contrário, é um momento de prepararmos a manjedoura de nosso coração para que o Cristo nele venha fazer Sua morada.
Pois, "um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; a soberania repousa sobre seus ombros, e Ele se chama: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz" (Is 9, 5). Ou seja, o maior Dom que Nosso Pai poderia ter nos concedido.
E para que este Cristo menino nasça em nosso coração, mister se faz uma Alma virgem, isto é, livre dos apegos materiais e das paixões excessivas. Também é preciso uma manjedoura, ou seja, um ambiente interior de humildade e livre de arrogância, sem apegos materiais e capitalistas. Os animais, simbolizando nossos instintos, nossa natureza emotiva e nossa força fisica se demonstram submissos ao Cristo que nasce.
Os Magos, a elite espiritual e mental da época prestam-lhe homenagem e distribuem presentes.
Herodes quer matá-lo, significando que os poderes do mundo não querem deixar que a Consciência Crística se desenvolva nos homens.
E como podemos discernir o sentido espiritual da Encarnação do Verbo de Deus entre os homens?
Cristo é formado em nós. Esta criança, o Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz, como nos professou Isaías, deve ser cuidado em nós como uma mãe cuida de um recém nascido, até que atinja maioridade e tome as rédeas de todas as coisas que a Ele pertencem.
A partir desta ótica podemos dizer que esta é a verdadeira preparação do Natal: preparar nossa casa (o coração) e nela instalar a manjedoura (um nicho simples, despojado de toda pujança material e orgulho), deixando que no silêncio e recolhimento interior (a Noite silenciosa) Cristo nasça em nós como cumprimento da promessa divina. E todo o universo, tanto na sua dimensão espiritual (os Anjos, a Estrela) quanto na sua dimensão material (os Reis Magos, os pastores) vem para servir o Príncipe recém nascido.
E reitero que não vejo o Natal simplesmente como um momento de lembrança de um acontecimento passado. Muito pelo contrário, é um momento de prepararmos a manjedoura de nosso coração para que o Cristo nele venha fazer Sua morada.
E novamente repito: Cristo pode nascer mil vezes em Belém, mas se não nascer uma vez em seu coração, o Mistério da Encarnação não fará sentido algum para você.
Neste sentido, e somente neste sentido, desejo a você um Feliz e Abençoado Natal.
N'Ele, em quem EU SOU!
Eugênio Christi
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O Tempo Já Não é o Mesmo

Como alguns assuntos sempre voltam à tona no mundo virtual da Net, resolvi resgatar um Post do passado, de um outro Blog que tinha.
Já é lugar comum as pessoas dizerem que o “tempo anda corrido”.
Antes eu pensava que este era um fenômeno apenas psicológico, devido ao fato da idade ir aumentando.
Mas eu me lembro também que quando criança, os idosos diziam que quanto mais velhos em idade ficavam mais o tempo demorava a passar. Estranho isto. Será que é porque tinham pouca coisa a fazer e a sensação de passagem do tempo tem a ver com nossa movimentação diária?
A questão é que para quem espera um momento agradável chegar um minuto se torna uma hora; e para quem já está num momento agradável uma hora se torna um minuto.
Mas o fato é que vinte horas hoje estão equivalendo a dezesseis de uns dez anos atrás, dizem alguns cientistas que estudam o fenômeno. Eu penso que isto eles dizem em relação à sensação da passagem do tempo e não ao próprio tempo em si. Pois, embora ninguém possa negar que o tempo esteja passando muito rápido, também não pode negar que as horas do relógio continuam as mesmas.
O físico alemão W.O. Schumann constatou em 1952 que a Terra é cercada por um campo eletromagnético poderoso que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera, cerca de 100 km acima de nós. Esse campo possui uma ressonância (dai chamar-se ressonância Schumann), mais ou menos constante, da ordem de 7,83 pulsações por segundo. Funciona como uma espécie de marca-passo, responsável pelo equilíbrio da biosfera, condição comum de todas as formas de vida.
Mas o interessante é que o nosso cérebro também tem uma freqüência de 7,83 hertz. Ou seja, não podemos ser saudáveis fora dessa freqüência biológica natural. Sempre que os astronautas, em razão das viagens espaciais ficavam fora da ressonância Schumann, adoeciam. Mas submetidos à ação de um simulador Schumann recuperavam o equilíbrio e a saúde.
Por milhares de anos a Terra tinha essa freqüência de pulsações e a vida se desenrolava em relativo equilíbrio ecológico.
Ocorre que a partir dos anos 80, e de forma mais acentuada a partir dos anos 90, a freqüência passou de 7,83 para 11 e para 13 hertz por segundo. É como se o coração da Terra tivesse disparado. Coincidentemente, desequilíbrios ecológicos se fizeram sentir: perturbações climáticas, maior atividade dos vulcões, crescimento de tensões e conflitos no mundo e aumento geral de comportamentos desviantes nas pessoas, entre outros. Devido à aceleração geral, a jornada de 24 horas, na verdade, é somente de 16 horas. Portanto, a percepção de que tudo está passando rápido demais não é ilusória, mas teria base real nesse transtorno da ressonância Schumann.
Mas ainda resta a questão: as horas do relógio continuam as mesmas. Como explicar este fenômeno? Vamos aguardar as explicações científicas.
Mas enfim, o que tudo isto tem a ver com os assuntos tratados aqui no Blog?
É que por incrível que pareça, tudo isto faz parte de uma profecia bíblica. Eu recebi este ensinamento há sete anos atrás de um monge ortodoxo. Ora, está escrito que "Se aqueles dias não fossem abreviados, criatura alguma escaparia; mas por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados" (Mt 24,22).
Isto requer reflexão. O número de dias serão abreviados ou os dias serão abreviados em horas? Se for o segundo caso, já estamos vivendo esta profecia bíblica. Mas não há motivos para pânico. O que realmente importa é vivermos o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, o que passar daí é coisa passageira, e o que é passageiro, o próprio nome já o diz: passa!


N'Ele, em quem EU SOU!
Eugênio Christi
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