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terça-feira, 19 de abril de 2011

A TRAGICÔMICA SAGA DA VIDA

A Saga da Vida é a saga da inquietude. O homem vive inquieto. Em todos os seus poros sua marca registrada parece ser a inquietação. É inquieto sobre sua verdadeira origem, inquieto sobre seu destino último.
Santo Agostinho uma vez escreveu que o Coração humano só descansa quando encontra a Deus. Mas Agostinho que me perdoe: pra mim até mesmo a busca de Deus é recheada de inquietações.
Mas por que então o homem vive inquieto?
Por que ele vive fora do seu eixo, descentrado. Buscando fora aquilo que está bem dentro dele.
Rajneesh narra em um de seus contos a seguinte história:
Eu estive lendo a respeito de um piloto que estava voando sobre a Califórnia com um amigo. Ele lhe disse: "Veja lá embaixo aquele belo lago. Eu nasci perto dele, ali está a minha vila".
Ele apontou para uma pequena vila numa colina próxima ao lago. E ele disse: "Eu nasci ali e quando eu era criança eu costumava sentar próximo ao lago para pescar. Pescar era o meu hobby. Mas naquela época, quando eu era criança e pescava no lago, os aviões sempre costumavam cortar o céu, passando sobre a minha cabeça, e eu sonhava com o dia em que eu próprio me tornaria um piloto e estaria pilotando um avião. Aquele era meu único sonho. Agora ele está realizado e que miséria! Agora eu continuamente olho para aquele lago lá em baixo e fico pensando no dia em que eu estiver aposentado para poder ir pescar nele de novo. Aquele lago é tão lindo..."
Ou seja, o rapaz desta anedota vivia inquieto querendo estar onde pairava os aviões, esquecendo de prestar atenção nas belezas do lago que estava a seu alcance; no momento em que estava pairando com os aviões começou a perceber que havia muito mais no lago do que no vôo dos aviões.
Nestes tempos de correria, de futilidades, buscar a serenidade, ficar centrado, prestar atenção a tudo para sugar ao máximo a seiva da Vida, é a nossa grande força.

Tudo isto tenho dito diante de Deus, dos Homens e dos Anjos, para maior Glória de Deus. Amém, Amém e Amém!
Eugênio Christi
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quarta-feira, 13 de abril de 2011

REALENGO, DEUS E A NOVA HERESIA

Já havia escrito em outro Post que sempre quando ocorre alguma catástrofe, seja ela natural ou provocada pelas mãos do homem, surgem reflexões sobre a ação ou omissão de Deus em tais eventos. Novamente tivemos uma situação em que esta reflexão fica sendo necessária.
Falo da chacina ocorrida em Realengo, no Rio, na qual Wellington Menezes mostrou mais uma vez o lado doentio de nossa (des)humanidade.
Ocorreu igualmente um fato interessante no mesmo momento. A Mídia informou que Mateus Moraes, 13 anos, foi talvez o único aluno que teve a clemência do atirador Wellington Menezes, na Escola Municipal Tasso Vieira, em Realengo. Enquanto o criminoso disparava, frio e impassível contra seus colegas, Mateus orava perto do quadro negro, sem ser incomodado, na sala 1801, no primeiro andar do prédio da escola.
Eu estava em pé e era um dos mais nervosos. Pedi para ele não me matar, e ele disse: ‘Fica tranqüilo que não vou te matar.’ E não atirou em mim”, contou o menino.
Uma possível explicação, acredita Mateus, é o fato de que ele ficou o tempo todo orando. Fiel da Igreja Assembléia de Deus, o menino atribui a uma força superior o fato de ter saído vivo do ataque. “Deus me protegeu”, disse.
Pronto! Era só o que faltava para aqueles Cristãos que acham que cabeça é só para segurar os cabelos, começarem a disseminar coisas do tipo: o menino foi salvo porque é Crente, porque é Evangélico, porque pertence à Assembléia de Deus e os outros que morreram são os perdidos.
Mas que Deus é este em que as pessoas acreditam, que salva uma criança e abandona as outras porque não são de certa denominação ou de uma determinada corrente de Cristianismo?
Por isto que continuo afirmando que a maioria dos Cristãos criou um Deus à sua imagem e semelhança para sua própria satisfação e auto-ilusão.
Ainda bem que o Espírito de todos os Espíritos não se presta a estes caprichos, e seus caminhos não são os mesmos do homem.
O mérito do menino Mateus não está em ser Cristão, em ser Evangélico e muito menos em ser da Assembléia de Deus. O mérito está em pura e simplesmente ter se lembrado da Presença do Senhor naquela situação, em ter praticado a Oração. Com isto ele se elevou do nível mental e espiritual daquele momento, que estava propenso à tal fatalidade, para o nível em que o auxílio espiritual pudesse ocorrer.
Ele aprendeu tudo isto, é claro, por ser Cristão e pertencer à Assembléia de Deus. Mas isto qualquer pessoa que tivesse a mesma postura em tal situação poderia obter a mesma solução, independente de ser desta ou daquela denominação religiosa.
E tem ainda outra coisa: mesmo com a prática da Oração não significa que a solução chegará da forma que esperamos. O menino poderia morrer mesmo assim, como os outros. Deus é soberano, pode e sabe fazer o que quer, e infinitamente Sábio, tendo muitos caminhos e muitas outras moradas para que as pessoas possam continuar a saga da Vida, como Ele mesmo o afirmou pela Revelação.
Não foi o próprio Jesus Cristo que orou para que o Pai afastasse dele o Cálice da amargura? Mesmo assim Ele se resignou aos planos maiores do Pai em prol de nossa fragilidade.
Pai, peço pela proteção dos Seus, pois estamos ainda no Mundo! Mas peço também pelas luzes do Teu Espírito, a fim de que os Cristãos percebam de uma vez por todas que o Cérebro nos foi dado para... PENSAR.
 
N'Ele, que pensa em todos os instantes, para maior Glória de Deus. Amém, Amém e Amém!
Eugênio Christi
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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sua Vida em Seu Coração

Conta uma popular lenda do Oriente que um jovem chegou a beira de um oásis junto a um povoado e aproximando-se de um velho perguntou-lhe:

- Que tipo de pessoa vive neste lugar?
- Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem? - perguntou, por sua vez, o ancião.
- Oh, um grupo de egoístas e malvados - replicou o rapaz - estou satisfeito de haver saído de lá.
A isso o velho replicou:
- A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui.
No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e, vendo o ancião, perguntou-lhe:
- Que tipo de pessoa vive por aqui?
O velho respondeu com a mesma pergunta:
- Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem?
O rapaz respondeu:
- Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.
- O mesmo encontrará por aqui - respondeu o ancião.
 Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:
- Como é possível dar respostas tão diferentes a mesma pergunta?
Ao que o velho respondeu:
- Cada um carrega no seu coração o meio em que vive.

Tudo isto tenho dito diante de Deus, dos Homens e dos Anjos, para maior Glória de Deus. Amém, Amém e Amém!
Eugênio Christi
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terça-feira, 5 de abril de 2011

Um Livro em 140 Caracteres

Eu Sou o primeiro a lançar um livro unicamente no Twitter em 140 caracteres.
É um livro para pessoas superocupadas do nosso século, que não tem tempo para leituras estafantes ou que não gostam mesmo de ler. É uma forma também de exercitar a imaginação dos leitores no que concerne ao restante do conteúdo. Além do que tudo isto pode simplesmente servir como reflexão para a frugalidade dos conteúdos do século XXI.
Quem sabe depois do registro do livro neste Blog eu entre para o Guiness Book.
Aqui vai o livro, cujo título é A Divina Comédia Humana:

Loyd, nascido rico. Casa c/ uma adúltera q esvazia seus bolsos. Sem filhos e expectativas entende q aceitar e rir é o melhor. E morre feliz!

N'Ele, que não ri da Divina Comédia Humana, para maior Glória de Deus. Amém, Amém e Amém!
Eugênio Christi
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domingo, 27 de março de 2011

DECADÊNCIA CULTURAL

Vivemos tempos difíceis mesmo. Talvez fosse melhor dizer críticos. E também não é questão de saudosismo, não; mas a questão é que o gosto cultural de nosso povo está em decadência galopante.
Vemos este fenômeno principalmente no que concerne ao gosto musical dos últimos anos. A impressão que dá é que as músicas mais lindas e bem trabalhadas que encontramos são somente regravações. Pois é fato e é verdadeiro: as melhores músicas, tanto nacionais quanto internacionais, foram as dos anos 80 e metade dos anos 90.
Você quer uma prova desta decadência cultural?
Ei-la: no programa do Faustão deste Domingo a música (música?) Rebolation foi uma das que concorreram como a melhor música do ano.
Não. Eu não assisti ao programa, porque para mim este é mais um daqueles programas pasteurizados que estão concorrendo ao prêmio Nobel de química deste ano, ou seja, o programa que melhor transforma o Domingo em merda primeiro. Eu recolhi esta “bela” notícia dos jornais.
Nada contra quem curte este tipo de som para dançar, dar uns pulinhos no carnaval, ficar pagando mico em festas ou coisa parecida; agora, eleger isto como supra-sumo da música brasileira, é forçar a barra.
Meteoro de Luan Santana, a que ganhou como melhor música, não foge a regra. Mas salvou o dia por não deixar o Brasil com cara de trouxa para o mundo ver.

Tudo isto tenho dito diante de Deus, dos Homens e dos Anjos, para maior Glória de Deus. Amém, Amém e Amém!
Eugênio Christi
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